
A tarde já há muito se foi
Agora, resta a escuridão da noite que me embala,
Aconchega como o seio materno,
O cantar, na Primavera, dos pássaros.
Embalada na noite
Entre o corpo e a alma…
Entre o dormir e estar desperta,
Vejo naus beijando as águas frias do Oceano…
Lá também é noite…
Também a Lua é a sua guia
E as estrelas não mais que olhares brilhantes,
Encharcados em lágrimas das pessoas que em Terra estão!
Choram por não terem também partido?
Choram com saudades do ente querido?
Choram pelo ventre vazio?
Choram pela boca que, estridentemente, berra, faminta?
Não sei…
Cada segundo que passa no relógio
É um ano na minha nau
Que invade mares desconhecidos…
Será mesmo nau?
Ou será um pequeno barco de papel?
Navega…
Navega…
Desvenda o desconhecido…
Aquele desconhecido de dentro de mim!
Tenho medo…
Medo do que não conheço…
Pânico de mim!
Não me conheço, não sei quem sou…
Apenas vejo o que quero ver
De mim e do Mundo!
Agora, resta a escuridão da noite que me embala,
Aconchega como o seio materno,
O cantar, na Primavera, dos pássaros.
Embalada na noite
Entre o corpo e a alma…
Entre o dormir e estar desperta,
Vejo naus beijando as águas frias do Oceano…
Lá também é noite…
Também a Lua é a sua guia
E as estrelas não mais que olhares brilhantes,
Encharcados em lágrimas das pessoas que em Terra estão!
Choram por não terem também partido?
Choram com saudades do ente querido?
Choram pelo ventre vazio?
Choram pela boca que, estridentemente, berra, faminta?
Não sei…
Cada segundo que passa no relógio
É um ano na minha nau
Que invade mares desconhecidos…
Será mesmo nau?
Ou será um pequeno barco de papel?
Navega…
Navega…
Desvenda o desconhecido…
Aquele desconhecido de dentro de mim!
Tenho medo…
Medo do que não conheço…
Pânico de mim!
Não me conheço, não sei quem sou…
Apenas vejo o que quero ver
De mim e do Mundo!
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