
Gélida jazo acordada!
Olho inutilmente para o candeeiro escondido no véu da escuridão…
A alvorada tarda.
Fora da parede nívea do quarto
Mais nívea está a cidade!
Quem a pintou?
Quem a meteu num congelador gigante?
Falta o calor do Verão.
Falta o sono com sonhos.
Falta estar desperta e sonhar.
Falta a tinta para escrever.
Faltam as letras para ler.
Faltam palavras para falar.
Falta tudo e mais alguma coisa!
O frio da cidade vai invadindo o interior do quarto.
Tento afastá-lo de mim,
Mas ele teima em se aproximar.
Chamo o sono… mas não vem…
Estará perdido na candidez da cidade?
Ou espalhado na opacidade da casa?
Ou deambulando algures nos recantos remotos do meu ser?
Olho inutilmente para o candeeiro escondido no véu da escuridão…
A alvorada tarda.
Fora da parede nívea do quarto
Mais nívea está a cidade!
Quem a pintou?
Quem a meteu num congelador gigante?
Falta o calor do Verão.
Falta o sono com sonhos.
Falta estar desperta e sonhar.
Falta a tinta para escrever.
Faltam as letras para ler.
Faltam palavras para falar.
Falta tudo e mais alguma coisa!
O frio da cidade vai invadindo o interior do quarto.
Tento afastá-lo de mim,
Mas ele teima em se aproximar.
Chamo o sono… mas não vem…
Estará perdido na candidez da cidade?
Ou espalhado na opacidade da casa?
Ou deambulando algures nos recantos remotos do meu ser?