
O Mundo gira. O tempo passa. Os ponteiros do relógio teimam em permanecer constante e monotonamente em voltas de 360.º graus.
Vejo o tempo passar. Ele passa... e vai passando... Mas, por mais que me esforce, não consigo compreender o valor que actualmente se dá àquilo que nos rodeia.
Porque é que o petróleo vale tanto dinheiro? As pessoas VIP serão felizes por aparecerem nas capas das revistas? Ou mesmo por possuírem carros e jóias que lhes custaram milhões? Se são felizes, será uma felicidade verdadeira?
Aparecem nas capas das revistas com um sorriso forçado, falso, só por possuírem rios de dinheiro, um carro topo de gama, diamantes e safiras no guarda-jóias, uma lista infindável de cidades e países que já visitaram, uma agenda assoberbada de festas... Mas, por dentro estarão realmente felizes? O seu dinheiro comprou realmente tudo quanto queriam? Poderá alguém olhar-lhes nos olhos e perceber o que se passa no seu interior, sem olhar primeiro para a sua recheada carteira, ou conta bancária? Não!
Às vezes pergunto a mim mesma se as pessoas que vivem em cima do seu pedestal conseguem olhar para baixo e ver o outro lado do mundo que as rodeia. Um mundo repleto de tristeza, de dor, de sofrimento...
Quantas crianças, neste mundo, terão acesso a comida diversificada em quantidade e qualidade? Quantos idosos terão com quem conversar durante vinte e quatro horas? Quantas crianças ainda não conhecem o amor dos pais? Quantos animais ainda não conhecem uma mão suave? Quantas mulheres ainda andam de cabeça baixa e olhos cheios de lágrimas?
Para estas questões e muitas mais ainda existem números avultados, mas são estas pessoas que nos põem a pensar na verdadeira vida, no valor que damos àquilo que nos rodeia. Queria tanto uns ténis Nike e deram-me uns Addidas... O que pensaram as pessoas que ainda andam descalças? Queria um computador portátil, mas por divergência deram-me um fixo, parece chato? E aquelas pessoas que ainda não sabem o que é um computador? Quantas pessoas vivem em constantes dietas, enquanto noutro lado as pessoas morrem à dieta? Quantas crianças choram, imploram uma ida ao McDonalds, enquanto outras ficam felizes simplesmente com uma maçã?
A nós, que vivemos num continente onde temos acesso a tudo, custa-nos acreditar que na outra metade do mundo existe a inexistência de quase tudo. O que para nós parece fútil e mesquinho, insignificante, para alguém com sentimentos iguais a nós pode ser a maior riqueza existente.
Mas sei que, lá no fundo, onde existe pobreza, miséria, também existe algo que torna as pessoas mais ricas do que a água do Rio Nilo transformada em dinheiro. Algo que transforma qualquer quantia monetária reduzida a pó, a cinzas, a nada: o valor de um amigo.
Quantas pessoas que vivem no mundo da fama se podem orgulhar de ter um amigo verdadeiro? Aqui o número desce vertiginosamente. Não existe valor para um amigo, ele só fala por si. A amizade é algo intocável e perpétuo. Sendo verdadeira, ultrapassa todos os obstáculos e instala-se cuidadosa e humildemente nos corações.
Um verdadeiro amigo não está acima nem abaixo, está sempre ao lado para o que der e vier, com uma mão seca as nossas lágrimas e com a outra afaga os nossos cabelos.
Se o euro a cada dia que passa vai alterando o seu valor face ao dólar, um amigo a cada segundo que passa tem mais importância na nossa vida.
Vejo o tempo passar. Ele passa... e vai passando... Mas, por mais que me esforce, não consigo compreender o valor que actualmente se dá àquilo que nos rodeia.
Porque é que o petróleo vale tanto dinheiro? As pessoas VIP serão felizes por aparecerem nas capas das revistas? Ou mesmo por possuírem carros e jóias que lhes custaram milhões? Se são felizes, será uma felicidade verdadeira?
Aparecem nas capas das revistas com um sorriso forçado, falso, só por possuírem rios de dinheiro, um carro topo de gama, diamantes e safiras no guarda-jóias, uma lista infindável de cidades e países que já visitaram, uma agenda assoberbada de festas... Mas, por dentro estarão realmente felizes? O seu dinheiro comprou realmente tudo quanto queriam? Poderá alguém olhar-lhes nos olhos e perceber o que se passa no seu interior, sem olhar primeiro para a sua recheada carteira, ou conta bancária? Não!
Às vezes pergunto a mim mesma se as pessoas que vivem em cima do seu pedestal conseguem olhar para baixo e ver o outro lado do mundo que as rodeia. Um mundo repleto de tristeza, de dor, de sofrimento...
Quantas crianças, neste mundo, terão acesso a comida diversificada em quantidade e qualidade? Quantos idosos terão com quem conversar durante vinte e quatro horas? Quantas crianças ainda não conhecem o amor dos pais? Quantos animais ainda não conhecem uma mão suave? Quantas mulheres ainda andam de cabeça baixa e olhos cheios de lágrimas?
Para estas questões e muitas mais ainda existem números avultados, mas são estas pessoas que nos põem a pensar na verdadeira vida, no valor que damos àquilo que nos rodeia. Queria tanto uns ténis Nike e deram-me uns Addidas... O que pensaram as pessoas que ainda andam descalças? Queria um computador portátil, mas por divergência deram-me um fixo, parece chato? E aquelas pessoas que ainda não sabem o que é um computador? Quantas pessoas vivem em constantes dietas, enquanto noutro lado as pessoas morrem à dieta? Quantas crianças choram, imploram uma ida ao McDonalds, enquanto outras ficam felizes simplesmente com uma maçã?
A nós, que vivemos num continente onde temos acesso a tudo, custa-nos acreditar que na outra metade do mundo existe a inexistência de quase tudo. O que para nós parece fútil e mesquinho, insignificante, para alguém com sentimentos iguais a nós pode ser a maior riqueza existente.
Mas sei que, lá no fundo, onde existe pobreza, miséria, também existe algo que torna as pessoas mais ricas do que a água do Rio Nilo transformada em dinheiro. Algo que transforma qualquer quantia monetária reduzida a pó, a cinzas, a nada: o valor de um amigo.
Quantas pessoas que vivem no mundo da fama se podem orgulhar de ter um amigo verdadeiro? Aqui o número desce vertiginosamente. Não existe valor para um amigo, ele só fala por si. A amizade é algo intocável e perpétuo. Sendo verdadeira, ultrapassa todos os obstáculos e instala-se cuidadosa e humildemente nos corações.
Um verdadeiro amigo não está acima nem abaixo, está sempre ao lado para o que der e vier, com uma mão seca as nossas lágrimas e com a outra afaga os nossos cabelos.
Se o euro a cada dia que passa vai alterando o seu valor face ao dólar, um amigo a cada segundo que passa tem mais importância na nossa vida.





