
Esta história não começa como outra qualquer, esta começa numa tela em branco, até ao dia em que a decidi pintar.
Queria pintar um mundo colorido, repleto de mil e uma cores. Com pessoas felizes, uma Natureza idílica e acolhedora, um sol resplandecente salientando a beleza natural de um mundo perfeito. Água jorrando, límpida e abundante, pelas encostas verdejantes de uma montanha. Contudo, as minhas mãos teimavam em pintar um mundo a preto e branco. Um mundo escuro, sem cor, sem vida... triste. Nada do que tinha planeado estava pintado, tudo tinha saído exactamente ao contrário. Sentia-me triste, desiludia comigo própria...
Não baixei os braços e decidi pintar a liberdade. Um belo cravo vermelho idealizei estampar naquela tela. Em primeiro plano o cravo e como fundo um azul claro com pombas brancas voando livre e errantemente pelos ares indo em busca do infinito. Todavia, e como da primeira vez, nada aconteceu como o previsto. Quando reparei, a tela estava coberta de armas, o vermelho do cravo estava transformado em sangue de guerra, as pombas fugiam espavoridas das bombas, o azul do céu estava manchado com enormes nuvens negras.
Fiquei descontente, já me considerava uma pinta-monos, mas continuei de cabeça erguida. Olhei à minha volta tentando encontrar algo que eu pudesse retratar naquela tela alva que se encontrava à minha frente. Por mais que me esforçasse não encontrava nada que chamasse a minha atenção. Tudo parecia monótono, triste. Eu queria transmitir algo diferente, único, feliz.
Nesse momento fui assaltada por diversos pensamentos. Primeiro vinham os maus. Os momentos mais difíceis, dolorosos e penosos da minha vida, para logo serem substituídos pelos mais bonitos, harmoniosos, graciosos. Momentos únicos e pequenos mas vividos com toda a intensidade.
Passada uma hora de reflexão em que todas as memórias passaram alternadamente como um filme pela minha cabeça, ganhei forças e peguei num pincel. Em todas as minhas recordações encontrei algo de comum que me ajudou a superar os momentos mais daninhos. Não sabendo como representar esse sentimento, optei por marcar o seu nome.
Comecei a delineá-lo de preto. Mas a palavra parecia ter vontade própria, pois à medida que a ia pintando ela aparecia representada num bilião de cores. Cores que transmitiam união, alegria, companheirismo, cumplicidade, força...
A palavra “Amizade” vincada naquela tela deixava transparecer tudo o que esse sentimento significa. Se para uns bastam palavras, para outros as palavras são poucas.
Pequenos gestos..., simples músicas..., banais palavras..., escassos segundos... podem marcar para sempre. Marcar uma pessoa para o resto da vida, provocando lágrimas e choros intensos. Como afirmou Vinicius de Moraes: “Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... mas é delicioso que eles saibam e sintam que eu os adoro, embora não o declare e os procure sempre...”.
Sei que os verdadeiros amigos não são aqueles que estão sempre connosco, mas sim aqueles que vêm quando o resto do mundo se vai embora, aqueles que não só partilham alegrias mas também as tristezas, os momentos bons e maus...
Como é difícil definir a Amizade! Talvez porque não tem definição, apenas é sentida. As acções e as palavras existentes em todo o mundo resumem-se a pó quando a amizade é intensa e vivida em toda a sua plenitude e inocência.
Agora estava feliz. Na tela eu deixava transparecer o sentimento mais lindo, sem sombras nem pudor. Ele só e o seu significado. A palavra falava por si.
A tela estava simples. Nada como a simplicidade para realçar a beleza das coisas escondidas, da pureza. Só a palavra marcava uma forte presença. As ideias estavam lá patentes, ficava ao critério de cada um, dependendo da amizade que o rodeia, tirar o seu significado.
Quando acabei, uma lágrima rolou pela face, não pela tristeza que sentia, mas sim pela força da AMIZADE...
Queria pintar um mundo colorido, repleto de mil e uma cores. Com pessoas felizes, uma Natureza idílica e acolhedora, um sol resplandecente salientando a beleza natural de um mundo perfeito. Água jorrando, límpida e abundante, pelas encostas verdejantes de uma montanha. Contudo, as minhas mãos teimavam em pintar um mundo a preto e branco. Um mundo escuro, sem cor, sem vida... triste. Nada do que tinha planeado estava pintado, tudo tinha saído exactamente ao contrário. Sentia-me triste, desiludia comigo própria...
Não baixei os braços e decidi pintar a liberdade. Um belo cravo vermelho idealizei estampar naquela tela. Em primeiro plano o cravo e como fundo um azul claro com pombas brancas voando livre e errantemente pelos ares indo em busca do infinito. Todavia, e como da primeira vez, nada aconteceu como o previsto. Quando reparei, a tela estava coberta de armas, o vermelho do cravo estava transformado em sangue de guerra, as pombas fugiam espavoridas das bombas, o azul do céu estava manchado com enormes nuvens negras.
Fiquei descontente, já me considerava uma pinta-monos, mas continuei de cabeça erguida. Olhei à minha volta tentando encontrar algo que eu pudesse retratar naquela tela alva que se encontrava à minha frente. Por mais que me esforçasse não encontrava nada que chamasse a minha atenção. Tudo parecia monótono, triste. Eu queria transmitir algo diferente, único, feliz.
Nesse momento fui assaltada por diversos pensamentos. Primeiro vinham os maus. Os momentos mais difíceis, dolorosos e penosos da minha vida, para logo serem substituídos pelos mais bonitos, harmoniosos, graciosos. Momentos únicos e pequenos mas vividos com toda a intensidade.
Passada uma hora de reflexão em que todas as memórias passaram alternadamente como um filme pela minha cabeça, ganhei forças e peguei num pincel. Em todas as minhas recordações encontrei algo de comum que me ajudou a superar os momentos mais daninhos. Não sabendo como representar esse sentimento, optei por marcar o seu nome.
Comecei a delineá-lo de preto. Mas a palavra parecia ter vontade própria, pois à medida que a ia pintando ela aparecia representada num bilião de cores. Cores que transmitiam união, alegria, companheirismo, cumplicidade, força...
A palavra “Amizade” vincada naquela tela deixava transparecer tudo o que esse sentimento significa. Se para uns bastam palavras, para outros as palavras são poucas.
Pequenos gestos..., simples músicas..., banais palavras..., escassos segundos... podem marcar para sempre. Marcar uma pessoa para o resto da vida, provocando lágrimas e choros intensos. Como afirmou Vinicius de Moraes: “Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... mas é delicioso que eles saibam e sintam que eu os adoro, embora não o declare e os procure sempre...”.
Sei que os verdadeiros amigos não são aqueles que estão sempre connosco, mas sim aqueles que vêm quando o resto do mundo se vai embora, aqueles que não só partilham alegrias mas também as tristezas, os momentos bons e maus...
Como é difícil definir a Amizade! Talvez porque não tem definição, apenas é sentida. As acções e as palavras existentes em todo o mundo resumem-se a pó quando a amizade é intensa e vivida em toda a sua plenitude e inocência.
Agora estava feliz. Na tela eu deixava transparecer o sentimento mais lindo, sem sombras nem pudor. Ele só e o seu significado. A palavra falava por si.
A tela estava simples. Nada como a simplicidade para realçar a beleza das coisas escondidas, da pureza. Só a palavra marcava uma forte presença. As ideias estavam lá patentes, ficava ao critério de cada um, dependendo da amizade que o rodeia, tirar o seu significado.
Quando acabei, uma lágrima rolou pela face, não pela tristeza que sentia, mas sim pela força da AMIZADE...
2 comentários:
ohhhh somos nos!!!!!
fikei memu contente de ver esta foto aki...e o texto la lindissimo... =,)
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