quinta-feira, 23 de setembro de 2010


Deixei que a escuridão me envolvesse
Pouco a pouco, senti que à minha volta o casulo se fechava
As janelas cerravam, as portas trancavam,
As amarras aprisionavam-me…
O silêncio começava a reinar!
As luzes foram esvanecendo dentro do quarto
E, de mim…
Sentia-me minúscula entre as quatro paredes
Estava sozinha…
Perdida no emaranhado dos meus pensamentos…
Envolta nas tréguas.
Aquele efémero momento tornava-se indispensável.
Às vezes, a solidão não é uma fraqueza
Torna-se uma necessidade!
Lá fora a Lua ergue-se majestosamente
Enquanto o cansaço vai-se apoderando de mim…
Sinto-me cansada de estar cansada…
Cansada disto e daquilo…
E de mais alguma coisa!
Aquele cansaço que me tira a força
E a vontade de viver…
Sou arrastada pela multidão que corre
Às vezes, deixo-me envolver pela azáfama do dia-a-dia
Ficando o corpo cansado…
Todavia, a alma vazia…
Outras vezes deixo-me envolver pelo marasmo
Por aquela vontade de nada fazer
Mas, até isso me deixa cansada!