quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tempo... Na busca de um sonho!

A Universidade é aquilo que queremos: um edifício com salas de aula e laboratórios, a separação das pessoas mais queridas... Pode ser simplesmente estudar, pode ser diversão ou a luta por um sonho...
Na busca de um sonho, nem sempre o tempo e o destino estão do nosso lado, tal como o vento que sopra, uma vezes contra, outras a favor das embarcações que navegam em alto mar. Na Universidade, cabe a cada um ajeitar as velas e encontrar o vento favorável para que a sua nau avance e ultrapasse o “Gigante Adamastor” que a ananké coloca no nosso caminho até chegar a um bom porto.
Estar na Universidade é um momento único, onde existe tempo para tudo: para estudar, para a diversão, para conhecer novas pessoas, para passear, para se fazer as coisas que anteriormente se faziam e, também, para ter novas experiências.
Numa cidade desconhecida, quanto mais se encasula dentro de quatro paredes mais o tempo custa a passar e mais doloroso é estar longe de tudo aquilo que nos é familiar... Por mais que o tempo se mostre doloroso, por mais portas que a vida tranque, por mais injusto que o Mundo pareça, temos de nos agarrar às coisas boas da vida, pois esta não tem só coisas más, por vezes somos nós que simplesmente esquecemos que elas existem. Como um dia afirmou Fernando Pessoa: “Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo...”. São as experiências que vivemos que nos transformam naquilo que somos e seremos.
O tempo passado na Universidade nunca é tempo perdido, é sempre tempo ganho! Ganha-se autonomia, independência, mostra-nos o avançar do ingresso no mundo do trabalho e todas as consequências que isso acarreta.
Quando algo se vai embora, mesmo que seja por um determinado período de tempo, é que sentimos a falta que realmente nos faz, tal como a comida da mamã, dos amigos, das conversas triviais, do miar do gato da vizinha, da paisagem que dantes parecia tão monótona e banal... Agora torna-se algo que deixa nostalgia e, quando temos novamente acesso a elas, não podemos evitar que uma lágrima balance nos olhos...
O tempo passa e vai passando... Os ponteiros do relógio marcam um passo constante e ritmado indicando o passar dos dias... Um dia estamos a aprender o a, e, i, o, u, no dia a seguir já estamos debruçados no teorema de Pitágoras e, quando damos conta, até já se acabaram os exames nacionais do ensino secundário e ingressamos num Mundo completamente desconhecido, mas que, igualmente, passa depressa demais, mal deixando tempo para saborear cada dia!
Os nossos sonhos voam nas asas do tempo e, com ele, voamos nós também! Se agora é presente, daqui a um segundo é passado e o segundo seguinte passa de futuro a presente e deste a passado e assim sucessiva e monotonamente... Mas cabe a nós mudar cada dia, implantar nos sete dias da semana algo novo que torne cada dia especial e único, não só mais vinte e quatro horas vividas a caminho de um caixão que pouco a pouco (ou talvez não!) o fado vai talhando silenciosamente para nós.
Enquanto vivemos, não basta só olhar para um passado já vivido com obstáculos ultrapassados, nem para os obstáculos que no presente dificultam a nossa passagem, mas também para as barreiras que, muito provavelmente, amanhã estarão no nosso caminho... O passar do tempo não só acarreta momentos maus ou bons, também transporta uma nova caminhada e um novo sonho, com novos conhecimentos, uma vez que todos os dias aprendemos algo novo que ocupa o lugar da ignorância, mas mesmo assim: “de sábio e de louco todos temos um pouco”...
Quando a noite já vai alta é que cogitamos que, embora esta vida esteja a dar cabo de nós, haveremos de ser estudantes até morrer!

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